Eu sei que devo esconder essa verdade,
mas você entrou em mim sem que eu quisesse,
não sei por que brecha
e em que momento,
foi tomando espaço,
aparecendo...
o que eu avistava antes sem clareza,
agora eu enxergo por inteiro,
e, às vezes, me pego a repetir seu nome,
ritmado pelo ar que eu respiro.
Isso tem me causado um desconforto,
não sei o que fazer, com a sua presença
nos sete buracos da minha cabeça,
bagunçando as idéias,
confundindo tudo,
e sei, estranhamente, que você também sente,
o que tentamos negar, foge pelos olhos,
seus que me procuram,
meus que te encontram
e escapa também pelo sorriso,
pela voz que muda o tom e o ritmo,
extravasando a tensão disso que assusta.
Já tentei até mudar de idéia,
uma saída estratégica ou de improviso,
mas, em qual caminho meu eu não te encontro?
Você conhece a porta dos meus sonhos!
Vou pedir, então, no meu silêncio:
deixe que essa idéia adormeça!
Por onde você entrou em mim, saia!
Deixe que, lentamente eu te esqueça!
(...) Por que, por essa eu não esperava!!!!
(Waleska)
"Hare Baba!!!"
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Sábado, 11 de Julho de 2009
Uma lição de equilíbrio...
"Eu acompanhava um amigo à banca de jornal.
Meu amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, meu amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom dia de semana.
Quando nós dois amigos descíamos pela rua, perguntei:
-Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
-e você é sempre tão atencioso e amável com ele?
-Sim, sempre sou.
-Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
-Por que não quero que ele decida como eu devo agir.
Nós somos nossos 'próprios donos'. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar a mercê do mau humor, da mesquinharia,
da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes."
(Desconheço o autor)
Eu estava me preparando para estudar, tentar atualizar uma série de assuntos acumulados, devido a algumas semanas de fadiga, gripe e cansaço, quando encontrei um velho papel, onde despretensiosamente pude ler a mensagem que postei antes de iniciar esse texto. Sinto não conhecer o autor, talvez depois me detenha alguns minutos vasculhando a internet, atrás de algum indício de quem tenha sido tão feliz ao escrevê-lo. Mas, faço isso depois, agora quero apenas aproveitar o sentimento que me invadiu depois que pude lê-lo, num voto de solidariedade.
As pessoas andam tão ensimesmadas ultimamente, que é quase uma profissão de fé conseguirmos nos manter fortalecidos diante do potencial de agressividade que delas emanam, não falo somente da agressividade declarada e expansiva externada por gestos rudes, palavras ásperas, ofensas diretas, falo de um tipo de agressividade pior e muito mais perversa , que se trata da agressividade velada, sutil, dissimulada, escondida atrás de palavras doces, sorrisos aparentemente amistosos, mas, limitados, de alegrias polidas, contidas, ensaiadas.
Falo da agressividade do olhar meramente humano, e não com o coração, que alcança coisas que quase ninguém consegue ver, ou melhor, se permite ver.
Falo da agressividade que é não parar para escutar o que o outro tem realmente a dizer, e mesmo assim, permanecer longos minutos, ensaiando um sorriso e assentindo com um gesto de cabeça, para parecer realmente que se está ouvindo.
Não sei se é por força de um sistema tão bruto que as pessoas tem se exilado em seus mundinhos, evitando aproximações e laços afetivos significativos, não sei se é mesmo por força da pressão e da selvageria do mundo contemporaneo, com suas tecnologias, que as pessoas tem se limitado a relações virtuais e estéreis, não sei se por medida de segurança ou medo de amar, as pessoas tem se dedicado a estudar estratégias de guerra, ao invés de se entregarem umas as outras em acolhedores abraços, mas, sei lá, só sei que hoje, ao reler o texto de abertura desse escrito, lembrei de um velho amigo de Faculdade que costumava dizer tinha lido a Arte da Guerra e que nas suas relações, fossem elas de que natureza fossem, sempre via no outro um inimigo em potencial. E não era por acaso, creio eu, que lhe faltava doçura, brilho, aquele viço mesmo que tem as pessoas que são realmente felizes. Hoje eu sinto,em não ter dito a ele, o que só ouvi recentemente de uma amiga, quando curiosamente falávamos sobre como é difícil conviver com pessoas que vivem ensaiando estratégias para se defender de relações significativas com os outros, e do quão estressante deve ser decorar os capítulos de um tratado milenar sobre táticas militares de guerra, não desmerecendo a obra, que até os dias atuais tem influenciado as competitivas relações de trabalho. Por bom humor, desprendimento ou galhardia mesmo, ouvi minha amiga repetir que o que falta a pessoas dissimuladas e estratégicas, ao invés da leitura de a Arte da Guerra, é ler Ame e Dê Vexame, e Sem Tesão não há solução (risos, risos e mais risos). E tenho dito!
(Waleska Dacal)
(...) É que amar não é pra qualquer um!
Meu amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, meu amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom dia de semana.
Quando nós dois amigos descíamos pela rua, perguntei:
-Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
-e você é sempre tão atencioso e amável com ele?
-Sim, sempre sou.
-Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
-Por que não quero que ele decida como eu devo agir.
Nós somos nossos 'próprios donos'. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar a mercê do mau humor, da mesquinharia,
da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes."
(Desconheço o autor)
Eu estava me preparando para estudar, tentar atualizar uma série de assuntos acumulados, devido a algumas semanas de fadiga, gripe e cansaço, quando encontrei um velho papel, onde despretensiosamente pude ler a mensagem que postei antes de iniciar esse texto. Sinto não conhecer o autor, talvez depois me detenha alguns minutos vasculhando a internet, atrás de algum indício de quem tenha sido tão feliz ao escrevê-lo. Mas, faço isso depois, agora quero apenas aproveitar o sentimento que me invadiu depois que pude lê-lo, num voto de solidariedade.
As pessoas andam tão ensimesmadas ultimamente, que é quase uma profissão de fé conseguirmos nos manter fortalecidos diante do potencial de agressividade que delas emanam, não falo somente da agressividade declarada e expansiva externada por gestos rudes, palavras ásperas, ofensas diretas, falo de um tipo de agressividade pior e muito mais perversa , que se trata da agressividade velada, sutil, dissimulada, escondida atrás de palavras doces, sorrisos aparentemente amistosos, mas, limitados, de alegrias polidas, contidas, ensaiadas.
Falo da agressividade do olhar meramente humano, e não com o coração, que alcança coisas que quase ninguém consegue ver, ou melhor, se permite ver.
Falo da agressividade que é não parar para escutar o que o outro tem realmente a dizer, e mesmo assim, permanecer longos minutos, ensaiando um sorriso e assentindo com um gesto de cabeça, para parecer realmente que se está ouvindo.
Não sei se é por força de um sistema tão bruto que as pessoas tem se exilado em seus mundinhos, evitando aproximações e laços afetivos significativos, não sei se é mesmo por força da pressão e da selvageria do mundo contemporaneo, com suas tecnologias, que as pessoas tem se limitado a relações virtuais e estéreis, não sei se por medida de segurança ou medo de amar, as pessoas tem se dedicado a estudar estratégias de guerra, ao invés de se entregarem umas as outras em acolhedores abraços, mas, sei lá, só sei que hoje, ao reler o texto de abertura desse escrito, lembrei de um velho amigo de Faculdade que costumava dizer tinha lido a Arte da Guerra e que nas suas relações, fossem elas de que natureza fossem, sempre via no outro um inimigo em potencial. E não era por acaso, creio eu, que lhe faltava doçura, brilho, aquele viço mesmo que tem as pessoas que são realmente felizes. Hoje eu sinto,em não ter dito a ele, o que só ouvi recentemente de uma amiga, quando curiosamente falávamos sobre como é difícil conviver com pessoas que vivem ensaiando estratégias para se defender de relações significativas com os outros, e do quão estressante deve ser decorar os capítulos de um tratado milenar sobre táticas militares de guerra, não desmerecendo a obra, que até os dias atuais tem influenciado as competitivas relações de trabalho. Por bom humor, desprendimento ou galhardia mesmo, ouvi minha amiga repetir que o que falta a pessoas dissimuladas e estratégicas, ao invés da leitura de a Arte da Guerra, é ler Ame e Dê Vexame, e Sem Tesão não há solução (risos, risos e mais risos). E tenho dito!
(Waleska Dacal)
(...) É que amar não é pra qualquer um!
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Papo de Anal...istas!!!!
Enquanto isso no espaço esquizotímico do MSN, mas um encontro de Pol e Lenta para divagar acerca de filosofias, credos, mantras tantras e outras tantas, alucinações...
Lenta diz
Pol...
Pol diz:
oi mulé
Lenta diz:
"ao redor do buraco tudo é beira!!! "
Pol diz:
coloquei aquela frase e mudei há pouco,
essa mesma!
rs
Pol diz:
tu tá parecendo uma mãe de santo
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pol diz:
o painho do chico anysio
Lenta diz:
menino, fique tão triste com o enterro
do Michael
Pol diz:
eu nem vi!
Lenta diz:
que parece até que eu conhecia ele
Pol diz:
eu sei como é
Lenta diz:
aff..
Pol diz:
olha
menina, a T mandou p mim uma programação da bixiga
Lenta diz:
de filmes?
Pol diz:
de tecno, hemo, viadovigilância, etc
ora filme!
Lenta diz:
viadovigilância?
Pol diz:
um babado lá junto com o Núcleo(...)
Lenta diz:
ah o projeto sentinela...
ói, sentinela!
Pol diz:
sim sim
sente....
sentas nela?
Lenta diz:
eu não!!!
Pol diz:
sente nela?
Lenta diz:
nem morta!
Pol diz:
sentes nela?
Lenta diz:
já senti muito!!!!
Pol diz:
o que sentes?
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
...
vou postar nossa conversa no meu blog!
Pol diz:
calma!
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pol diz:
ora pois!
Lenta diz:
vou colocar o título papo de analista...
vou mudar nossos nomes
Pol diz:
papo de anal...
istas
Lenta diz:
isso!
Pol diz:
tu és inteligente que só viu
Lenta diz:
vai ser bem assim...
eu?
por que?
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pol diz:
eu gosto de mulher inteligente
Lenta diz:
oh...
Pol diz:
que embarca nas viagens mentais
Lenta diz:
é verdade
mas isso não é inteligência, é loucura, Pol...
Pol diz:
ora pois!
Lenta diz:
vou colocar mesmo no blog
tô falando sério...
Pol diz:
e o que é a loucura senão uma inteligência disfarçada?
Lenta diz:
eita frase da Porra!
vou colocar como seu nome essa frase!
Pol diz:
rsssssssssss
viu a frase q eu coloquei na apresentação
Lenta diz:
oxe vou lá no meu blog espere ai q depois vc vê...
vi...
de quem é?
Pol diz:
depois te falo!
Lenta diz:
é da CP???
Pol diz:
nãaaaaaaaaaao
é minha
sabe do que se trata?
Lenta diz:
da (...)?
Pol diz:
não!
Lenta diz:
do que se trata?
Pol diz:
sabe daquela janela da entrada do corredor?
Lenta diz:
sim!
Pol diz:
do lado direito?
Lenta diz:
isso!!!
SEI SIM
ONDE VC FICA conversando COM A M!
Pol diz:
vez por outra ficamos ali eu e M. Isso!
Lenta diz:
KKKKKKKKKKKKKKKKKK
Pol diz:
e vem uma pessoa após a outra
Lenta diz:
minha gente,
é verdade,
e as caras são tão tristes!
Pol diz:
acho q vou escrever sobre. Que tal?
Lenta diz:
Isso!
sobre as várias (...)bologias que um divã pode ter,
a necessidade é que faz o divã!
Pol diz:
que é isso? bologia?
Lenta diz:
SIMBOLOGIAS!
Pol diz:
ah sim!
Lenta diz:
É ESSE SAPO VIADO!!!!
Pol diz:
kkkkkkkkk
Lenta diz:
VOU LÁ NO MEU BLOG! VOLTO JÁ!
Pol diz:
qual é o end?
quero ver...
Lenta diz
Pol...
Pol diz:
oi mulé
Lenta diz:
"ao redor do buraco tudo é beira!!! "
Pol diz:
coloquei aquela frase e mudei há pouco,
essa mesma!
rs
Pol diz:
tu tá parecendo uma mãe de santo
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pol diz:
o painho do chico anysio
Lenta diz:
menino, fique tão triste com o enterro
do Michael
Pol diz:
eu nem vi!
Lenta diz:
que parece até que eu conhecia ele
Pol diz:
eu sei como é
Lenta diz:
aff..
Pol diz:
olha
menina, a T mandou p mim uma programação da bixiga
Lenta diz:
de filmes?
Pol diz:
de tecno, hemo, viadovigilância, etc
ora filme!
Lenta diz:
viadovigilância?
Pol diz:
um babado lá junto com o Núcleo(...)
Lenta diz:
ah o projeto sentinela...
ói, sentinela!
Pol diz:
sim sim
sente....
sentas nela?
Lenta diz:
eu não!!!
Pol diz:
sente nela?
Lenta diz:
nem morta!
Pol diz:
sentes nela?
Lenta diz:
já senti muito!!!!
Pol diz:
o que sentes?
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
...
vou postar nossa conversa no meu blog!
Pol diz:
calma!
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pol diz:
ora pois!
Lenta diz:
vou colocar o título papo de analista...
vou mudar nossos nomes
Pol diz:
papo de anal...
istas
Lenta diz:
isso!
Pol diz:
tu és inteligente que só viu
Lenta diz:
vai ser bem assim...
eu?
por que?
Lenta diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pol diz:
eu gosto de mulher inteligente
Lenta diz:
oh...
Pol diz:
que embarca nas viagens mentais
Lenta diz:
é verdade
mas isso não é inteligência, é loucura, Pol...
Pol diz:
ora pois!
Lenta diz:
vou colocar mesmo no blog
tô falando sério...
Pol diz:
e o que é a loucura senão uma inteligência disfarçada?
Lenta diz:
eita frase da Porra!
vou colocar como seu nome essa frase!
Pol diz:
rsssssssssss
viu a frase q eu coloquei na apresentação
Lenta diz:
oxe vou lá no meu blog espere ai q depois vc vê...
vi...
de quem é?
Pol diz:
depois te falo!
Lenta diz:
é da CP???
Pol diz:
nãaaaaaaaaaao
é minha
sabe do que se trata?
Lenta diz:
da (...)?
Pol diz:
não!
Lenta diz:
do que se trata?
Pol diz:
sabe daquela janela da entrada do corredor?
Lenta diz:
sim!
Pol diz:
do lado direito?
Lenta diz:
isso!!!
SEI SIM
ONDE VC FICA conversando COM A M!
Pol diz:
vez por outra ficamos ali eu e M. Isso!
Lenta diz:
KKKKKKKKKKKKKKKKKK
Pol diz:
e vem uma pessoa após a outra
Lenta diz:
minha gente,
é verdade,
e as caras são tão tristes!
Pol diz:
acho q vou escrever sobre. Que tal?
Lenta diz:
Isso!
sobre as várias (...)bologias que um divã pode ter,
a necessidade é que faz o divã!
Pol diz:
que é isso? bologia?
Lenta diz:
SIMBOLOGIAS!
Pol diz:
ah sim!
Lenta diz:
É ESSE SAPO VIADO!!!!
Pol diz:
kkkkkkkkk
Lenta diz:
VOU LÁ NO MEU BLOG! VOLTO JÁ!
Pol diz:
qual é o end?
quero ver...
" A janela terapêutica. O vácuo onde se derramam as angústias!!!
(Nilton Santos)
Domingo, 5 de Julho de 2009
Silêncio...
Se tem uma coisa que tenho aprendido, de uns tempos pra cá, é ficar em silêncio.
Tenho aprendido com a minha própria impaciência, e sei que o silêncio pode ensinar a qualquer um a ser mais paciente e contido,
Tenho aprendido com as minhas limitações, por que sei das coisas que não compreendo e do quanto me desgasto emocionalmente tentando compreendê-las,
Tenho aprendido com o meu medo, pois reconheço a minha insegurança por nem sempre conseguir fazer tudo certo de modo a beneficiar o maior número de pessoas possível,
Tenho aprendido com as minhas falhas, cometidas por excessos ou por desvelo, ambos com suas próprias justificativas.
Com o silêncio eu tenho me fortalecido até mesmo para abrir mão de tesouros que julguei conquistados e que hoje, entendo, ter apenas me enganado com o brilho distante, que simulava grandes aproximações.
Tenho aprendido a ser mais exigente, com o meu olhar, com o meu compreender, com o meu aceitar, de modo a não ter que podar a liberdade de ninguém com eventuais cobranças,
Mas, com o meu silêncio tenho aprendido, sobretudo, a não aceitar menos do que eu acho que mereço, em silêncio tenho aprendido sobre o valor imensurável que tem o meu amor próprio e a minha auto-estima, e pude também compreender sobre o tempo certo de cada coisa, sobre o modo como o divagar da própria vida, com as suas filosofias intrínsecas, coloca cada coisa no seu devido lugar. A sapiência do universo sabe exatamente onde acomodar cada coisa.
Então, com o silêncio tenho aprendido também a não sofrer, por coisa alguma, e nesse escuro medonho a que nos submete o silêncio quando não o temos ainda por aliado, aprendi também a ter cada vez mais fé, a acreditar nas coisas que não sou capaz de ver com meus olhos humanos e limitados e, curiosamente, tenho me fortalecido e renovado minhas energias, firmando o compromisso de ouvir a melodia agradável do silêncio sempre que não for verdadeiramente necessário gastar minhas energias com palavras.
(Waleska Dacal)
Tenho aprendido com a minha própria impaciência, e sei que o silêncio pode ensinar a qualquer um a ser mais paciente e contido,
Tenho aprendido com as minhas limitações, por que sei das coisas que não compreendo e do quanto me desgasto emocionalmente tentando compreendê-las,
Tenho aprendido com o meu medo, pois reconheço a minha insegurança por nem sempre conseguir fazer tudo certo de modo a beneficiar o maior número de pessoas possível,
Tenho aprendido com as minhas falhas, cometidas por excessos ou por desvelo, ambos com suas próprias justificativas.
Com o silêncio eu tenho me fortalecido até mesmo para abrir mão de tesouros que julguei conquistados e que hoje, entendo, ter apenas me enganado com o brilho distante, que simulava grandes aproximações.
Tenho aprendido a ser mais exigente, com o meu olhar, com o meu compreender, com o meu aceitar, de modo a não ter que podar a liberdade de ninguém com eventuais cobranças,
Mas, com o meu silêncio tenho aprendido, sobretudo, a não aceitar menos do que eu acho que mereço, em silêncio tenho aprendido sobre o valor imensurável que tem o meu amor próprio e a minha auto-estima, e pude também compreender sobre o tempo certo de cada coisa, sobre o modo como o divagar da própria vida, com as suas filosofias intrínsecas, coloca cada coisa no seu devido lugar. A sapiência do universo sabe exatamente onde acomodar cada coisa.
Então, com o silêncio tenho aprendido também a não sofrer, por coisa alguma, e nesse escuro medonho a que nos submete o silêncio quando não o temos ainda por aliado, aprendi também a ter cada vez mais fé, a acreditar nas coisas que não sou capaz de ver com meus olhos humanos e limitados e, curiosamente, tenho me fortalecido e renovado minhas energias, firmando o compromisso de ouvir a melodia agradável do silêncio sempre que não for verdadeiramente necessário gastar minhas energias com palavras.
(Waleska Dacal)
(...)"Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras,palavras
Palavras ao vento"...
(Cássia Eller)
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Sobre máscaras e simulacros
Ultimamente eu tenho pensado tanto sobre a grandiosidade das pequenas coisas, dos pequenos gestos, tenho me questionado muito e silenciosamente acerca da vagueza que, na maioria das vezes, tem servido como argamassa para as relações humanas.Tenho refletido sobre as máscaras que as pessoas usam e que nos oferecem, e que quisera eu, fossem apenas alegoria, mas que de tão bem encaixadas já foram assumindo as vezes de uma segunda pele, um simulacro qualquer de inexatidão, atrás de um verniz qualquer de respeito.
Mas eu ainda acho que respeito mesmo você tem por aquelas pessoas que conseguem lhe enxergar de fato e de direito, sem o véu que adorna nossos tolos desejos ou fantasias. Penso que sou respeitada quando posso ser quem eu sou e essa dimensão do que em mim é humano ou quase santo, não limita nem melindra, não agride e nem dilacera, podendo até provocar alguns atritos, daqueles que trazem na sua essência o germinar de outros crescimentos, alicersando as bases, soldando a segurança, lapidando a pedra bruta e não menos valiosa da convivência, do comungar, da partilha que liga os espíritos afins num laço qualquer de irmandade, amor e busca.
Sim, tenho a cada dia que passa acreditado mais e mais que a afinidade entre os espíritos movimenta a busca, o encontro, a sintonia, o discurso amoroso do silêncio, esse espaço restrito e tão reservado a DEUS, ou qualquer outro nome que Ele tenha! Ele que se esconde na grandiosidade das pequenas coisas, dos pequenos gestos, Ele que invade o nosso pensamento, de repente e nos pede para amar, amar, amar, amar e quando nos parecer imposível mesmo amar tanto, amar mais e mais e em silêncio...silêncio para podermos ouvir as respostas ecoantes dos nossos próprios sentimentos. Tão somente!
(...) Eu também já estive na Caverna de Platão!
Waleska Dacal
Sábado, 4 de Abril de 2009
Mapeamento
Toque teus pés no meu solo,
deixe teu rastro na minha pele,
mapeie cada parte minha que você não conhece,
sele com as suas digitais,
imprima em minha boca o seu gosto,
desenhe o meu quadril com o seu dedo,
contorne com a sua boca o meu peito,
mergulhe o mar do seu olhar,
na noite escura dos meus olhos,
chame bem devagar o meu nome,
sussurre que me quer ao meu ouvido,
adentre, com segurança, no que você tem medo!
indiferença demais é desejo contido,
mas, desejo reprimido é mais forte que o medo!
(...) vou esperar!Quem espera sempre alcança!
Quem espera também cansa!
Waleska Dacal
04.04.09
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
Negação
Agora a minha ação é inação,
O meu desejo agora, não desejo,
A antítese de tudo que acredito,
Na exatidão daquilo que não vejo,
Escrevi seu nome, várias vezes,
Mas não li, e, várias vezes,
Eu risquei,
Pra não esquecer que pra você abri a porta,
(...)
E pra lembrar que por você eu a fechei!
WDR
(...)Just do it!
O meu desejo agora, não desejo,
A antítese de tudo que acredito,
Na exatidão daquilo que não vejo,
Escrevi seu nome, várias vezes,
Mas não li, e, várias vezes,
Eu risquei,
Pra não esquecer que pra você abri a porta,
(...)
E pra lembrar que por você eu a fechei!
WDR
(...)Just do it!
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