Essa eu vou escrever pros meus loucos amigos...só para os loucos, viu?
Então tava eu sentada de frente para a minha minúscula televisão, eu ainda não sei ao certo por que eu nunca parei pra comprar uma televisão melhorzinha, mas voltando ao que interessa...com uma caneca enorme na mão cheia de gim/água, agora dei pra acreditar no que quero(tomava água, mas quis crer que era gim!), coisas do segredo! e comecei a lembrar do João Dionísio descrevendo os tipos de 'lanche', ou seja, ficadas, que ele brilhantemente caracterizou e eu resolvi puxar da lembrança e postar aqui nesse meu manicômio das letras, então lá vai:
biscoito treloso: aquela ficada que vc não bota muita fé, mas vai comendo, comendo, gostando, gostando e se surpreende, quando viu já foi o pacote todo!!!!!
merenda(pra quem não conhece aqueles biscoitos com bananola dentro que custa, no máximo, 0,20 centavos): aquele que vc só come mesmo por que tá com muita fome, mas depois quer mais é passar um tempão sem ver, por que enjoa!!!!
amandita: quem nunca desejou uma caixa de amandita, sim, aquele biscoitinho imitando uma noz com casquinha fina de biscoito delicado e recheio de chocolate com avelã...huuumm, a ficada amandita é aquela que vc quer tanto, mas tanto, que chega na hora h não sabe nem como começar a comer, se pela casca ou pelo recheio mesmo...e vc chega se treme e termina sem sentir prazer algum...E geralmente paga um preço caro por tanta delicadeza...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
domingo, 2 de dezembro de 2007

Há Mãos que apartam,
outras que unem,
há mãos que acenam,
outras que acolhem,
escrevendo e apagando,
vez por outra, velhas lembranças...
há mãos que tateiam-
verdadeiros olhos-
que significam,
re-significam.
Minhas mão calejam,
amaciam,
plantam,
colhem,
traduzem sentimento
quando gesticulam, separadamente
tão unidas, quanto estarão na minha morte.
outras que unem,
há mãos que acenam,
outras que acolhem,
escrevendo e apagando,
vez por outra, velhas lembranças...
há mãos que tateiam-
verdadeiros olhos-
que significam,
re-significam.
Minhas mão calejam,
amaciam,
plantam,
colhem,
traduzem sentimento
quando gesticulam, separadamente
tão unidas, quanto estarão na minha morte.
Waleska Dacal
02.12.07
02.12.07
sábado, 24 de novembro de 2007
Pode uma calcinha proporcionar revelações transcendentais?
Insights e calcinhas
Ruth era uma folclórica colega da faculdade. Não muito bonita mas dona de uma vaidade enorme, dessas que nunca dispensam um batonzinho. Sempre impecável. O visual bem cuidado, a roupa certinha. Corria até o boato que ela ia para as aulas de lingerie. Apesar de achá-la um tanto fútil e não termos assuntos em comum, acabamos ficando amigos.
Pois um dia descobri que era verdade sim, a coisa da lingerie. Mas não foi dessa maneira que você pode estar pensando. Foi assim: um dia, depois da aula, conversávamos sobre medo. Ela me confidenciou que possuía um medo terrível e que havia começado no dia em que lera sobre um assalto a uma agência bancária onde os clientes foram feitos reféns dentro do cofre, todos em trajes íntimos. Ela ficara alarmada. Com a violência do caso? Não. Com a insegurança das agências? Que nada.
- Já pensou você no meio de um bocado de gente estranha com uma calcinha rasgada? - ela me explicou, séria. - E se aparece uma equipe de tevê? Meu Deus, que vergonha!...
Pois era essa sua terrível preocupação: ser pega desprevenida num assalto a banco com a calcinha rasgada, o sutian encardido, já pensou? O que fez ela? Renovou toda a gaveta de peças íntimas e passou a ir aos bancos de lingerie, escolhida com esmero, afinal nunca se sabe quando seremos feitos reféns. E assim minha vaidosa colega resolveu o problema.
Mas o imprevisto pode ocorrer em qualquer lugar, não é? Ruth se deu conta que poderia ser assaltada ou sequestrada na panificadora ou na esquina. Então estendeu sua prevenção a todos os lugares aonde ia. Fosse onde fosse, lá estava Ruth devidamente preparada, metida em sua bela lingerie, segura e confiante. Inclusive na faculdade? Na faculdade também, por que não?, ela confirmou. Escutei sua confidência prendendo o riso e jurei guardar segredo. E passei a achá-la mais fútil ainda.
Um tempo depois Ruth deixou de ir às aulas. Liguei para ela e escutei uma história estranha. Ruth dizia que descobrira algo muito importante e que estava mudando sua vida. Não entendi patavina. Ela usava termos como “insight” e “potencial de realização”, dizia que a vida era para ser vivida e repetiu várias vezes que as pessoas deviam sempre usar a melhor calcinha que tivessem. Ou algo assim. Achei tão estranho que não consegui levar a sério nada do que ela me falou. Das duas uma: ou aquilo era tão profundamente filosófico que eu não podia alcançar ou então minha colega não estava bem do juízo. Fiquei com a segunda opção e desliguei balançando a cabeça, rindo de me imaginar de calcinha. Depois disso soube que ela abandorara o curso e perdemos o contato.
Semanas atrás, surpresa!, eu a encontrei no shopping. Dez anos que não nos víamos. Quase não a reconheci, tão diferente que estava. Mais bonita e com um astral contagiante. Preparei-me para escutar mais bobagens mas o que vi foi uma pessoa equilibrada e consciente. Conversamos um pouco, lembramos dos colegas e ela contou que vivia com um australiano em Meubourne e estava de férias. Brinquei com a tal história da lingerie e ela, rindo, disse que fora exatamente sua vaidade que a fez chegar à compreensão mais importante de sua vida. Foi aí que Ruth repetiu aquilo que me falara ao telefone dez anos antes e então, somente então, o profundo significado de sua experiência me atingiu.
- Um dia tive um clarão repentino de compreensão - ela explicou. - Um insight tão forte que fiquei dias feito boba. Eu estava experimentando lingerie quando de repente, pá!, entendi tudo. Tudo. É isso! É isso mesmo que eu tenho de fazer da minha vida! Viver cada momento com o melhor de mim! Pois foi isso. Entendi que estava agindo como o artista talentoso mas vaidoso, que só exibe o seu melhor se houver platéia.
Ela prosseguiu dizendo que após essa revelação sua vida mudou radicalmente. Passou a lidar melhor com a vaidade, largou a faculdade que não gostava, terminou um relacionamento que a limitava, juntou dinheiro e realizou um grande sonho: foi à Austrália e conheceu o deserto, e lá viveu experiências tão gratificantes que decidiu ficar, no lugar que ela descobriu ser sua verdadeira casa e onde se sente feliz.
Escutei com atenção e me senti envergonhado por não ter captado, daquela primeira vez, a profundidade de sua experiência. Ruth me parecia uma pessoa mais interessante. Ou eu é que realmente nunca a percebera? Ela contou que continuava vaidosa e ainda usava lingerie, sim, mas agora não era mais por medo de passar vergonha durante um assalto.
- É porque a vida é para ser vivida do melhor modo que a gente puder, em todos os momentos - ela esclareceu, sorridente. - Com o melhor espírito. Com o melhor sorriso. E a melhor calcinha.
Nós nos despedimos e eu saí impressionado com o fato de que somente dez anos depois é que pude verdadeiramente captar a riqueza da experiência de Ruth. E desde esse dia venho pensando... Talvez o segredo para transformar a vida esteja nesses poderosos insights que têm o poder de nos fazer realizar os nossos sonhos. É, talvez o grande insight, aquele que abrirá as portas, já esteja ao nosso lado, esperando somente nos darmos conta de sua existência. Enquanto não o virmos, ele continuará sem existir para nós, vivendo num outro mundo. Certamente no mesmo mundo onde vivem os sonhos que não concretizamos.
(Ricardo Kelmer 1998)
Ruth era uma folclórica colega da faculdade. Não muito bonita mas dona de uma vaidade enorme, dessas que nunca dispensam um batonzinho. Sempre impecável. O visual bem cuidado, a roupa certinha. Corria até o boato que ela ia para as aulas de lingerie. Apesar de achá-la um tanto fútil e não termos assuntos em comum, acabamos ficando amigos.
Pois um dia descobri que era verdade sim, a coisa da lingerie. Mas não foi dessa maneira que você pode estar pensando. Foi assim: um dia, depois da aula, conversávamos sobre medo. Ela me confidenciou que possuía um medo terrível e que havia começado no dia em que lera sobre um assalto a uma agência bancária onde os clientes foram feitos reféns dentro do cofre, todos em trajes íntimos. Ela ficara alarmada. Com a violência do caso? Não. Com a insegurança das agências? Que nada.
- Já pensou você no meio de um bocado de gente estranha com uma calcinha rasgada? - ela me explicou, séria. - E se aparece uma equipe de tevê? Meu Deus, que vergonha!...
Pois era essa sua terrível preocupação: ser pega desprevenida num assalto a banco com a calcinha rasgada, o sutian encardido, já pensou? O que fez ela? Renovou toda a gaveta de peças íntimas e passou a ir aos bancos de lingerie, escolhida com esmero, afinal nunca se sabe quando seremos feitos reféns. E assim minha vaidosa colega resolveu o problema.
Mas o imprevisto pode ocorrer em qualquer lugar, não é? Ruth se deu conta que poderia ser assaltada ou sequestrada na panificadora ou na esquina. Então estendeu sua prevenção a todos os lugares aonde ia. Fosse onde fosse, lá estava Ruth devidamente preparada, metida em sua bela lingerie, segura e confiante. Inclusive na faculdade? Na faculdade também, por que não?, ela confirmou. Escutei sua confidência prendendo o riso e jurei guardar segredo. E passei a achá-la mais fútil ainda.
Um tempo depois Ruth deixou de ir às aulas. Liguei para ela e escutei uma história estranha. Ruth dizia que descobrira algo muito importante e que estava mudando sua vida. Não entendi patavina. Ela usava termos como “insight” e “potencial de realização”, dizia que a vida era para ser vivida e repetiu várias vezes que as pessoas deviam sempre usar a melhor calcinha que tivessem. Ou algo assim. Achei tão estranho que não consegui levar a sério nada do que ela me falou. Das duas uma: ou aquilo era tão profundamente filosófico que eu não podia alcançar ou então minha colega não estava bem do juízo. Fiquei com a segunda opção e desliguei balançando a cabeça, rindo de me imaginar de calcinha. Depois disso soube que ela abandorara o curso e perdemos o contato.
Semanas atrás, surpresa!, eu a encontrei no shopping. Dez anos que não nos víamos. Quase não a reconheci, tão diferente que estava. Mais bonita e com um astral contagiante. Preparei-me para escutar mais bobagens mas o que vi foi uma pessoa equilibrada e consciente. Conversamos um pouco, lembramos dos colegas e ela contou que vivia com um australiano em Meubourne e estava de férias. Brinquei com a tal história da lingerie e ela, rindo, disse que fora exatamente sua vaidade que a fez chegar à compreensão mais importante de sua vida. Foi aí que Ruth repetiu aquilo que me falara ao telefone dez anos antes e então, somente então, o profundo significado de sua experiência me atingiu.
- Um dia tive um clarão repentino de compreensão - ela explicou. - Um insight tão forte que fiquei dias feito boba. Eu estava experimentando lingerie quando de repente, pá!, entendi tudo. Tudo. É isso! É isso mesmo que eu tenho de fazer da minha vida! Viver cada momento com o melhor de mim! Pois foi isso. Entendi que estava agindo como o artista talentoso mas vaidoso, que só exibe o seu melhor se houver platéia.
Ela prosseguiu dizendo que após essa revelação sua vida mudou radicalmente. Passou a lidar melhor com a vaidade, largou a faculdade que não gostava, terminou um relacionamento que a limitava, juntou dinheiro e realizou um grande sonho: foi à Austrália e conheceu o deserto, e lá viveu experiências tão gratificantes que decidiu ficar, no lugar que ela descobriu ser sua verdadeira casa e onde se sente feliz.
Escutei com atenção e me senti envergonhado por não ter captado, daquela primeira vez, a profundidade de sua experiência. Ruth me parecia uma pessoa mais interessante. Ou eu é que realmente nunca a percebera? Ela contou que continuava vaidosa e ainda usava lingerie, sim, mas agora não era mais por medo de passar vergonha durante um assalto.
- É porque a vida é para ser vivida do melhor modo que a gente puder, em todos os momentos - ela esclareceu, sorridente. - Com o melhor espírito. Com o melhor sorriso. E a melhor calcinha.
Nós nos despedimos e eu saí impressionado com o fato de que somente dez anos depois é que pude verdadeiramente captar a riqueza da experiência de Ruth. E desde esse dia venho pensando... Talvez o segredo para transformar a vida esteja nesses poderosos insights que têm o poder de nos fazer realizar os nossos sonhos. É, talvez o grande insight, aquele que abrirá as portas, já esteja ao nosso lado, esperando somente nos darmos conta de sua existência. Enquanto não o virmos, ele continuará sem existir para nós, vivendo num outro mundo. Certamente no mesmo mundo onde vivem os sonhos que não concretizamos.
Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. Pedra do Sol - www.ricardokelmer.net - kelmerparamulheres.blogspot.com
domingo, 4 de novembro de 2007
SINTO MUITO!
E EU LÁ QUERO SABER QUEM MUMIFICOU TUTANKAMON!!!!
OXE, EU QUERO É A VIDA!POIS SIM!!
W.D.R
sábado, 3 de novembro de 2007
"COISI LINDI DE MAMÃE"
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