terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SURPRESA!!!!

Tá lá,
é perene,
existe, é profundo!
Não cabe em palavras,
mas nem sempre é mudo!
se esconde de um jeito
que nem eu reconheço,
se cala, que, às vezes,
penso que esqueço!
Adormece,
se tranforma,
se alimenta do tempo,
assume tantas formas,
que nem eu entendo,
mas, tá lá,
sempre lá,
tem você, lá dentro!!!

Waleska Dacal

"More than words"

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Acordes dissonantes


Eu gosto mesmo é de colecionar rolhas de vinho!

(...)

Talvez um analista me ajudasse a decifrar esse enigma,

talvez que eu descobrisse com ele um mimetismo qualquer na mesma extensão dessa minha estranha mania,

não canto no banheiro, quer dizer, raramente eu canto!

odeio futebol,

não curto barbitúricos, excitantes, nem tranquilizantes,

não curto 'caretas',

amo especiarias!

Gosto de colecionar rolhas de vinho, assim como gosto de colecionar algumas lembranças,

boas, ou não, por respeito ou reconhecimento da minha própria fraqueza em aniquilá-las,

pela lanterna que elas acendem no nevoeiro taciturno da minha solidão acompanhada.

Gosto de escutar Nina Simone,

Nina Simone, talvez, seja de longe um dos meus maiores incentivos a uma seleta coleção de rolhas de vinho, que, por fim delimitam,num mapeamento interior a minha alma,um pouco do sabor do mundo!

Graças a Deus nunca mais ouvi vozes(rs)

(meu amigo analista precisa ouvir isso!)

o que, entre graves acordes dissonantes, me parece de perto um problema de significativa relevância!

Perdi uma coisa qualquer da suavidade que tinha antes,

ganhei uma descrença medonha acerca daquilo que antes julgava, religiosamente, com profissão de fé!

Hoje, com o alcance limitado da minha visão, enxergo apenas o pau oco, a esconder tudo aquilo que pra mim tinha um valor quase santo.


Mas, enfim, querido diário, nem sei por que hoje me bateu essa vontade confusa de invadir o seu divã com as minha confusas revelações, tão intimistas.

Parece-me, um tanto provocador assumir assim esse fetiche por rolhas de vinho(queira Deus, que essa faceta da minha personalidade não revele um grave desvio de conduta).

Deixo-te, além das impressões que aqui me configuram,
uma caracterização qualquer do meu silêncio erudito,

entre palavras que só eu entendo,

entre constatações que sem querer registro,

entre desesperanças, desilusões e utopias,

que matematicamente exercito, colecionando rolhas de vinhos,

devo acrescentar: BONS VINHOS!!!



(...)

SALUT, MON AMI!

HASTA LA VISTA!

WDR

"Adoro, sei lá por que, esse olhar meio escudo, que invés do meu álcool forte pede água perrier!"(Adriana Calcanhoto)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

insígnia!

a ti,
nem a mim,
nem a niguém direi,
quem mais saberá pela minha boca o que eu sinto?
Quem mais terá o prazer de sorver com longos tragos a minha esperança,
o meu cantar ou desencantamento?
Deixo que sigam assim a palo seco,
delimitanto meus milimétricos gestos,
esperançosos pelo cair de uma vírgula,
agora o meu querer é meu,
irá comigo ao túmulo quando chegada a hora,
assim como irão também os meus medos,
minhas alegrias,
minhas mágoas, meus maiores ressentimentos.
de contrapeso, a insígnia inscrita na lápide fria
que guardará junto com a imagem distante do meu rosto
a inesquecível frase:

Partiu sem dizer se vai sentir saudades!!!!


E tenho dito!

Waleska.

domingo, 12 de outubro de 2008

Amálgama


Formou-se de outra matéria que não a minha,
pedra dura,
mas em sigilo temperas com sofreguidão
a amálgama do teu sorriso, com gestos polidos
silêncios rudes,
e desse cabimento, misturas o concreto
e a argamassa que te faz parecer comigo,
no divagar dos meus sonhos
e dos meus ressentimentos.
Insistes, assim, em inventar antigas vozes,
que te despertam do porão bolorento
das tuas lembranças,
e ensaias novos rumos, no vão sem destino,
dos teus passos,
enquanto eu, só, tento me acostumar com o teu silêncio,
por vezes, penso até que estou me moldando,
a escassez dos teus gestos, do teu buscar por mim.
E assim, apesar das matérias distintas que vão nos formando,
eu sigo, a cada dia na minha natureza de rocha,
que vai sendo modelada com o tempo,
enquanto que você vai misturando, ao sal das lágrimas,
o cimento que esperas que vá te fortalecendo,
evidenciando, ainda mais, a nossa distinta semelhança.


Waleska Dacal Reis

"Eu pertenço a raça da Pedra Dura!" (João Bosco)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

AO MEU MAIOR SORRISO!

Demorou tanto, mas encontrei o que eu queria,
tento não ver, chego a fingir que é engano,
mas ando rindo e pervagando sem destino,
sorriso bobo, acho até que estou sonhando!
Há quem perceba pelo limiar do meu sorriso,
essa coisa boa, um jeito assim que se adivinha,
e mesmo só, seguindo só
ou atravessando a rua,
pode-se ver que eu já não ando mais sozinha...

é, mas demorou tanto!

(...)

(o meu maior sorriso!)


(Waleska Dacal)